kjdfjkndf (gestu) | Diogo Pimentão

kjdfjkndf (gestu) | Diogo Pimentão

Nota de Imprensa

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De 13 de Julho a 1 de Setembro de 2007

 

Diogo Pimentão(Lisboa, 1973), frequentou em 1995 o Centro Internacional de Escultura em Portugal, em 1998 estuda escultura em Gotland na Suécia, é também em 1998 que completa o plano de estudos completo do Ar.Co. Depois dos estudos foi assistente de Julião Sarmento e de Fernando Calhau. Em 2002 recebe o apoio à criação artística da Fundação Caloust Gulbenkian e, em 2003, parte para Paris onde actualmente reside e trabalha. Participou em exposições colectivas e individuais — p. ex., Prémio EDP/2004, no CCB, em Lisboa; Tractor, no âmbito de Faro/CNC2005, na Fábrica da Cerveja;  Cousa, em 2006, na Fundação Carmona e Costa, em Lisboa. A sua obra integra já várias importantes colecções particulares e institucionais.

Usando sobretudo papel e grafite, Diogo Pimentão recusa a representação e opta por intervenções ritmadas e repetitivas onde o aleatório e o residual têm um lugar de destaque.

Cada desenho é como um projecto “coreográfico” materializado e ensaiado em pequenos desenhos privados. Preparada a superfície, obtido o abrasivo desejado — aplicando gesso acrílico sobre o papel —, o artista executa repetidamente, nesse “palco”, os movimentos planeados até à conclusão de cada obra.

Formalmente muito variados, estes desenhos têm por vezes uma presença quase pictórica, pela qualidade da superfície bidimensional, mas, mais frequentemente, chegam à tridimensionalidade escultórica; quando o papel se dobra ou arqueia; quando a superfície espelhada reflecte o espaço envolvente e o próprio espectador; quando o desenho é realizado sobre elementos arquitectónicos tridimensionais ou o desenho na parede é relacionado a outro, executado em simultâneo, no chão — sendo este originado pelos próprios movimentos do artista e pelo pó da grafite que vai caindo do primeiro.

Trata-se pois, de uma obra “que se desenvolve em torno do desenho numa exploração quase performativa desta prática e dos seus materiais”, e onde “a fronteira entre desenho e escultura, figura e abstracção, resíduo aleatório e espaço controlado do desenho é constantemente abalada”.

 

Artadentro,

Vasco Vidigal

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